Entenda o que estudar para atuar no mercado de games

Segmento utiliza informações de desenvolvimento de softwares, design e roteirização

Rio, 03/05/2019 – Engana-se quem pensa que a gamificação está relacionada apenas a jogos de videogame e celulares. O recurso nada mais é que um conjunto de dinâmicas com o objetivo de atrair pessoas, resolver problemas e garantir mais eficiência no aprendizado. A estratégia é incentivar alguém a fazer algo, através de conquistas e recompensas. Assim, de maneira desafiadora e divertida, os afazeres da rotina tornam-se mais leves.


Alessandro Castro, coordenador de Ciência da Computação da UNIVERITAS Rio – Centro Universitário Universus Veritas, considera que, por ser uma área transdisciplinar, a gamificação é um conceito amplo, deste modo, abrange profissionais das mais diversas áreas de atuação.

Podemos encontrá-la, por exemplo, na fase inicial de uma entrevista de emprego, quando o candidato é direcionado a questionários online ou até mesmo na aplicação do EAD (ensino à distância), quando o aprendizado acontece por atividades ilustrativas online, sem separação entre a teoria e a prática. A gamificação está presente, atualmente, nas mais diversas atividades do cotidiano, e tem por foco manter o espectador entretido em determinada atividade.

Deste modo, é um mercado em expansão. Empresas que adotam tal estratégia para relacionamento com seu cliente, são vistas como modernas e mais atentas ao seu consumidor. Entretanto, fica a dúvida: para trabalhar com game é necessário ser TI ou cientista da computação?

Segundo Alessandro Castro, coordenador de Ciência da Computação da UNIVERITAS Rio – Centro Universitário Universus Veritas, por ser uma área transdisciplinar, a gamificação é um conceito amplo, deste modo, abrangendo profissionais das mais diversas áreas de atuação. “O game transpassa por desenvolvimento de software, design e roteirização. Assim, engana-se quem pensa que é uma área restrita à computação, visto que é necessário compor um roteiro que dará o rumo à história do jogo, um mapeamento do público que utilizará a plataforma e uma estética agradável, a fim de atrair o usuário ao game. A computação, na realidade, faz o acabamento de ambas as áreas”, explica o coordenador.

Sendo assim, é normal encontrar designers, jornalistas, publicitários, psicólogos, além de equipe de TI, atuando juntos na elaboração de um game. O que não é tarefa fácil, visto que, antes de ser disponibilizado online, ele precisa possuir características específicas, como ter objetivos claros, estratégia de aprendizado, competição saudável para motivar o usuário, ser desafiador e ao mesmo tempo divertido.