Pets robôs chegam ao Brasil para ajudar idosos com demências e autistas

A novidade é uma exclusividade do Instituto do Cérebro Marcella Bianca, que já iniciou os testes com os produtos em Terapias em Grupos

Rio, 10/10/2019 – O Congresso Internacional da Associação de Alzheimer debateu, em julho deste ano, os benefícios dos pets robôs no tratamento de pessoas com demências e autismo, entre outros temas. A neuropsicóloga Marcella Bianca Neves, do Instituto do Cerébro e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNP), participou do evento realizado em Los Angeles, Estados Unidos, e decidiu investir no produto e trazer a novidade para o Brasil.

Os novos pets robôs já estão disponíveis em vários países e a especialista explica que os animais de estimação robóticos possibilitam que a Terapia Assistida por Animais esteja presente em hospitais e instituições em que o acesso de animais reais não é permitido. “Pesquisas comprovam que a introdução do pet robô na companhia do idoso diminui a agitação, a ansiedade, o isolamento social e a expressão de tristeza, proporcionando bem-estar, qualidade de vida, companheirismo e interação com o ambiente, além de contribuir para o resgate da vivacidade e habilidades motoras devido ao estímulo da interação com o animal através do acariciamento”, esclarece Marcella Bianca.

O Instituto do Cérebro dispõe de sete animais robóticos entre cães e gatos. A tecnologia do produto permite a interação através da percepção da presença de alguém no ambiente, na voz quando o chamam e nos sensores táteis. A neuropsicóloga ainda ressalta que o contato com os pets estimula várias regiões do cérebro, como memória, atenção e linguagem e até mesmo habilidades sociais. A meta é expandir o acesso aos pets robôs para profissionais da saúde, associações e casas de repouso que tenham interesse, além de realizar as terapias com os pacientes do instituto.